29 de abr de 2012

As surpresas da vida

Conheci Rafael Rodrigues na livraria do shopping, a qual frequento em busca de uma das coisas que mais gosto: livros. Sempre que passo por lá, o procuro para obter informações sobre o que estou procurando e também recebo indicações dele. É uma pessoa super carismática, atenciosa, prestativa, inteligente, divertida, está sempre sorrindo. Eu ficaria aqui falando sobre ele por muito tempo. O considero um amigo.
Rafael tem um blog muito bom, onde fico horas e horas lendo seus textos bastante interessantes, que prendem a atenção - e olha que é difícil me concentrar em leituras na net, acho cansativo. Através do seu blog, descobri, a uns quinze dias, que Rafael publicou um livro em 2011 - O Escritor Premiado e Outros Contos. Imediatamente entrei em contato com ele para saber dessa história. E na primeira oportunidade que tive, adquiri meu exemplar.
Devido à curiosidade, devorei (foi a palavras mais adequada que encontrei para este momento) o livro. São contos muito bem escritos, com uma linguagem gostosa e que não dá vontade de parar. E quando parei, quis mais. Tanto é que no twitter (@entretantos) perguntei a ele se o conto "O Escritor Premiado" teria uma oportunidade de se transformar em um romance. 
Recomendadíssimo.

Rafael no lançamento do livro














Meu exemplar com direito a dedicatória




Obrigada Rafael!!!

E por falar em Rafael, descobri também através do seu blog, um outro livro em que ele participa. São microcontos, ou seja, são contos muito pequenos onde o mais importante é deixar mas maõs do leitor a tarefa de "preencher" as elipses narrativas e entender a história por trás da história escrita. A ideia é interessantíssima. Amei ler o livro.
E aqui vai um microconto deste livro, que eu tanto amei.

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O que realmente importa
(Rafael Rodrigues)  
 
Ela chorava copiosamente em meu ombro. Enquanto tentava consolá-la com palavras de amor, eu pensava em coisas vãs, e pedia a Deus para que não manchasse minha camisa.

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28 de abr de 2012

O retrato de um conto II

A viagem dos sonhos

Muitas pessoas sonham em viajar para Disney, Paris, Londres, Marrocos, etc. Até que Júlia teve algumas destas vontades, mas a melhor viagem da sua vida já foi realizada. Ela aconteceu quando Júlia estava apaixonada por André.
Os encontros entre os dois eram sempre perfeitos. Numa das conversas sobre tudo, surgiu a ideia de André levá-la junto com ele numa viagem até a cidade onde moravam alguns parentes dele. Precisa dizer? Júlia aceitou o convite na mesma hora.
Compraram as passagens para as 16h. A viagem foi tranquila. A cidade ficava na Chapada Diamantina. Só não puderam aproveitar muito bem as paisagens porque era noite. Chegaram ao destino por voltas das 4h da manhã do dia seguinte à partida.
No primeiro dia André levou Júlia para conhecer a cidade (que era cercada por montanhas, um lugar de tirar o fôlego), parentes e amigos.
O segundo dia foi perfeito, o melhor de todos. Saíram para um passeio de moto. A estrada era um reta que parecia inacabada. Depois seguiram por uma trilha em mata fechada. Foram subindo a montanha. Muitos pedregulhos pelo caminho, a moto derrapava, mas Júlia até que conseguiu se sair bem, não se machucando; no perigo, ela pulava da garupa da moto. Chegaram numa casa simples (que era do pai de André), muito acolhedora, com uma quantidade enorme de árvores frutíferas ao redor e um rio mais adiante. O lugar perfeito para se viver um grande amor. E viveram um amor puro e inocente.
Tinham que voltar antes do anoitecer. Na estrada, já de volta, passaram na casa de D. Rute, avó paterna de André, um encanto de pessoa. Não demoraram. Mais uma vez na estrada. E quem está apaixonada, sempre inventa de "fazer arte". Sem Júlia esperar, André virou para trás e lhe roubou um beijo. Resultado: a moto saiu da estrada, passou raspando as plantas que ficavam no acostamento. Uma das pernas de Jília ficou toda aranhada devido aos espinhos das tais plantas. Voltaram para a casa da avó de André, porque era mais perto que a cidade, para cuidar dos ferimentos. Depois, seguiram viagem, mas desta vez sem surpresas. Até hoje André lembra deste acontecimento e se sente culpado.
Os outros dias se passaram sem maiores novidades. 
Júlia voltou para sua cidade primeiro que André, pois ele estava de férias e ela teria que voltar ao trabalho. Num desses telefonemas para matarem as saudades, Júlia terminou este relacionamento de alguns poucos meses de convivência.
Porém, esta foi a viagem dos seus sonhos. Nada igual ou melhor se repetiu e cada instante vivido está muito bem guardado nas suas memórias e no seu coração. Pro resto da sua vida.

O retrato de um conto I

Nas entrelinhas do destino
 
Ela estava triste. Tinha terminado um relacionamento de cinco anos a pouco tempo. Foi quando recebeu um telefonema de um rapaz que conheceu nas idas e vindas da vida. Quando se esbaravam, ele a olhava e sorria. Até que um dia resolveu chamá-la para sair. Ela ficou um pouco receiosa. Não queria que a vissem com outra pessoa em tão pouco tempo de "solteira". Acabou marcando o tal encontro. Em um cemitério. Em frente ao túmulo de parentes. Foi o que lhe ocorreu no momento.
Próximo ao horário marcado, de uma tarde de verão, ela deixou o carro em um estacionamento. O dono avisou que encerraria o expediente às 18h, ou seja, ela teria que voltar antes das 18h para pegar o carro. Até aí, tudo bem.
Chegou primeiro que ele. Estava anciosa. Pouco tempo depois ele chegou. Sentaram e conversaram bastante, sobre diversos assuntos. Os olhares tímidos se cuzavam de vez em quando. Fez-se silêncio e ele a beijou demoradamente. Afastaram-se. Se olharam e, neste momento, ele se declarou. Disse que queria estar sempre ao seu lado. Resolveram tentar.
Quando ela olhou o relógio, eram exatamente 18h, ainda dia claro, estava no horário de verão. Ela enlouqueceu. Saiu em disparada, parecendo um foguete, em direção ao portão do cemitério. E advinhe? Estava fechado. Para desespero dela, somente dela. O estacionamento estaria fechado. Como chegar em casa e explicar a situação? Olhou ao redor. Muros altos e nehuma alma viva naquele lugar. Voltaram para onde estavam. Ele tentava alcamá-la. Mas não adiantava. Ela parecia uma "barata tonta". Voltaram para a entrada. E... Deram de cara com o rapaz que cuidava do cemitério. Ele tinha ido embora, mas voltou porque esqueceu algo. Para sorte deles. Imagina dormir em um cemitério?
Se despediram. Ela correu, quase tropeçou. Rezou por todo o percurso. Conseguiu chegar ao estacionamento. Nossa... Ainda estava aberto, percebeu que alguns carros esperavam pelos seus donos, inclusive o dela. Suas pernas tremiam, o suor escorria pelas mãos, ela estava gelada e pálida. Entrou no carro e ficou uns 5 minutos, mais ou menos, tentanto se acalmar para conseguir dirigir.
Os momentos foram tensos, mas hoje a risada corre solta quando lembra deste episódio ímpar na sua vida.
Mas as escolhas da vida os separaram.

21 de abr de 2012

A espera vai valer a pena

Ontem passei o dia na cozinha e algumas horinhas de hoje também.
Tudo isso para cantar os parabéns para minha irmã, amanhã.
Mas resolvi me antecipar e mostrar as guloseimas que tanto falei nas redes sociais, provocando algumas pessoinhas especiais.

Começamos com Gelatina Colorida
Busquei várias imagens diferentes da tradicional "receita" de gelatina. Encontrei uma fácil e gostosa. Utilizei três sabores de gelatina: Morango (na base), Uva (no meio) e Framboesa (por último). Mas você pode fazer com os sabores e cores que quiser. A receita é facílima:
Você dissolve a gelatina de morango (ou outra qualquer) em 200 ml de água fervente. Depois mistura, no liquidificador, a gelatina dissolvida com 250 ml de leite condensado. Despeje em um recipiente fundo (que caibam as camadas de gelatinas) e coloque na geladeira para ficar consistente. Prepare as outras camadas depois que a anterior estiver durinha.
O resultado foi este aqui:




* Na receita original, tinha a sugestão de desenformar, mas para isso teria que untar o recipiente com óleo. Não gostei da ideia. Será que a gelatina não iria ficar com gosto de óleo? Preferi não arriscar. Deixei no recipiente mesmo. Amanhã é só cortar os pedaços na hora que for servir.

A próxima guloseima foi um Bolo de Chocolate simples, com cobertura de brigadeiro e muitas jujubas para enfeitar.


E, por último, uma Torta de Maçã.
Numa panela coloque 2 latas de leite condensado, 1 colher (sopa) de manteiga e leve ao fogo mexendo sempre até soltar do fundo da panela (10 a 15 minutos). Retire a panela do fogo e acrescente 400g de maçã (+/- 4 maças) picada em cubos pequenos, 200g de biscoito Maria bem quebrado e misture bem. Numa forma redonda de fundo falso (17 cm de diâmetro) coloque a mistura (feita acima) e leve para a geladeira por +/- 4 horas. Esta é a receita ao pé da letra. Eu fiz a receita "dobrada". Utilizei 4 latas de leite condensado e 2 colheres de manteiga. Porém, utilizei 5 maçãs e 350g de biscoito. Como não tenho forma de fundo falso, coloquei a mistura em um pirex, decorei com 2 maçãs verdes em fatias e com açúcar caramelizado.
O resultado? Confira nas imagens abaixo:












E então? Será que me saí bem?

Este post está participando da Blogagem Coletiva do Casa Corpo & Cia.


20 de abr de 2012

Até que enfim...

Depois de um dia na cozinha, colocando meus dotes culinários à toda prova, testando guloseimas receitas, vem o merecido descanso.
Nada melhor que a companhia de uma boa leitura e um capuccino delicioso nesta noite chuvosa e friozinho gostoso.


Em um outro post eu falo sobre este livro que estou começando a ler.

Rotina saudável

Acordar às 5 horas da matina.
Chegar no trabalho às 7h.
Dar aula o dia todo.
E só retornar às 19:30.
Três vezes na semana.
Os outros dias?
Trabalhar em casa.


19 de abr de 2012

Pé com pé

Simplesmente A D O R E I !!!
E Minha Princesa mais ainda.

Um pé pra lá
Outro pra cá
Um pé pra lá
Outro pra cá

Pé com pé, pé com pé

Pé com pé, pé contra pé

Acordei com o pé esquerdo

Calcei meu pé de pato
Chutei o pé da cama
Botei o pé na estrada
Deu um pé de vento
Caiu um pé d'água
Enfiei o pé na lama
Perdi o pé de apoio
Agarrei num pé de planta
Despenquei com pé descaço
Tomei pé da situação
Tava tudo em pé de guerra
Tudo em pé de guerra

Pé com pé, pé com pé,

Pé com pé, pé contra pé

Não me leve ao pé da letra

Essa história não tem pé nem cabeça

Vou dar no pé / Pé quente

Pé ante pé / Pé rapado
Samba no pé / Pé na roda
Não dá mais pé / Pé chato
Pegar no pé / Pé de anjo
Beijar o pé / Pé de pato
Manter o pé / Pé de moleque
Passar o pé / Pé de gente
Ponta do pé / pé de guerra
Bicho de pé / Pé atrás
De orelha em pé / Pé fora
Pé contra pé / Pé frio
A pé
Rodapé / Pé 


Re-conquistas

Recebi este texto por email e achei importante a sua divulgação (com os devidos créditos, é claro). Ele trata da reflexão de uma professora sobre a greve dos professores da rede estadual de ensino da Bahia, iniciada no dia 11/04/12. É um texto longo, mas que vale a pena ler e refletir mais um pouco.
Entra ano e sai ano e nós, profissionais da educação, repetimos nas escolas, nas salas de aula, na sala dos professores, em casa, em conversa com amigos, na mídia.... o quanto nossos salários são baixos, o quanto a nossa profissão é desvalorizada, o descaso dos governantes a respeito da educação, que os pais não dão valor a educação dos filhos, e até que nossos alunos são desinteressados e não sabem da importância que a educação tem na vida deles. Exigimos o respeito que a nossa profissão, que a nossa função social, que os anos de estudos, que o árduo trabalho diário de lidar com centenas de crianças e/ou adolescentes merece. Mas, quando chega um momento crucial como esse, em que uma greve de professores é deflagrada porque um governante se recusa a cumprir o acordo por ele assumido, que tentou por meio de diferentes manobras fazer com o que reajuste dos professores de todo o Estado brasileiro fosse inferior ao que a presidenta determinou, em cumprimento da lei (ratificada pelo supremo Tribunal de Justiça), é que percebemos que RESPEITO É PRA QUEM SE RESPEITA.

É muito triste que num momento crucial como esse, onde a nossa categoria de professores deveria estar unida para que enfrentássemos os muitos percalços que a decisão tomada na ultima quarta-feira vai nos gerar na mídia, nas declarações do governador (se ele se der ao trabalho), do secretário de educação, de alunos, dos pais de alunos, tenhamos muitas vezes que lutar para convencer nossos próprios colegas a aderir ao movimento que luta para o bem e pelos direitos de todos os professores. Alguns munidos de argumentos como: “a greve não vai dar em nada”; “vai prejudicar apenas a nós professores, e aos alunos, pois o governo não tá nem aí”; “vai sacrificar nossos sábados e merecidas férias do final do ano”, ou até, “eu já ganho acima do piso”, então, para que lutar?

O clima de derrotismo tomou conta dos professores baianos em decorrência do constante desrespeito do atual governo com a educação, desde seu primeiro mandato, quando ele foi o primeiro governador a zerar os contracheques dos professores porque estes estavam em greve ou a ser irredutível na perspectiva de que só negociaria se voltássemos a trabalhar (a nós tratar como cachorros que colocam o rabo entre as pernas quando o dono bate o pé). Mas, não somos os únicos a nos sentir assim derrotados, humilhados, com medo. Basta lembrar o tratamento autoritário e desrespeitoso dado aos policiais em greve recente (não quero, com isso, abonar as falhas de alguns policiais). É o funcionalismo público baiano que se sente assim, diante de postura tão agressivamente autoritária do atual governador, que nos faz questionar: cadê a sensibilidade do sindicalista de outrora?

Para esses colegas, só gostaria de lembrar que, na história, nenhum ganho social veio sem luta. Luta que custou, muitas vezes, a vida e a liberdade de muitas pessoas. Todos os direitos alcançados, o foram com sangue , suor e lágrimas. E agora vamos desistir porque precisaremos trabalhar nos sábados e sacrificar as férias? E os muitos mortos, presos e torturados para que pudéssemos ter direitos iguais, direito ao voto e à participação política? Direito à vida e à liberdade, direito de ir e vir, de expressar nossas opiniões, os direitos trabalhistas: jornada de trabalho, férias, salário mínimo, seguro desemprego, licença maternidade, e tantos outros mais? Estamos, quando evocamos essas perdas mínimas que teremos, desrespeitando a luta e a vida dessas pessoas. E, quando dizemos que não vamos ganhar nada agora, esquecemos que muitos morreram sem ver os frutos de sua luta, mas nem por isso eles deixaram de vir. Muitas vezes não lutamos para ganhar, e sim, para não nos deixarmos vencer pelo autoritarismo, pela tirania, pela intolerância.

No Brasil, hoje, virou moda declarar as greves ilegais e punir os sindicatos e trabalhadores com multas absurdas. Há, em curso, um processo de criminalização das greves. Esse direito histórico, que nos rendeu muitas vitórias sociais importantes, que corrigiu situações criminosas e até de atentados á vida (dado as condições desumanas, insalubres, extenuantes de trabalho de algumas categorias), passou a ser cerceado pela justiça que com isso vem paralisando os trabalhadores que dispõem de poucos meios para fazer valerem seus direitos. No entanto, essa mesma justiça não tem a mesma celeridade para corrigir os abusos trabalhistas, fazer valerem acordos firmados entre empregados e empregadores, não se apresenta como caminho possível, para o qual podemos apelar, quando nos sentimos lesados, desrespeitados em nossos direitos de trabalhador.

No caso dos trabalhadores da educação, uma questão me inquieta, e creio que seja importante nos perguntarmos: por que, das profissões de maior prestígio no nosso país em séculos passados, só o magistério perdeu seu brilho? Isso não ocorreu com médicos, advogados, engenheiros, que continuam sendo respeitados pela sociedade e bem melhor remunerados do que os professores.

O atual descaso com a educação brasileira não é algo recente. Alguns estudiosos o localizam no processo de ampliação do ensino público, especialmente quando este passou a abarcar os pobres, na década de 1930. Outros discutem os vários mecanismos utilizados durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985), que acabaram por desestruturar a educação: diminuir sucessivamente suas verbas (em contraposição à ampliação de sua oferta); a perseguição de professores, a vigilância das escolas e de seus profissionais, a perseguição e desintegração de entidades de classe ( estudantis e dos profissionais da educação); a mudança curricular (imposição de EMC, OSPB e Estudos Sociais no lugar de História, Geografia, Filosofia e Sociologia); o rebaixamento salarial do professorado; os cursos de licenciatura de curta duração, etc.

No processo de redemocratização política, a partir de 1985, apesar da educação servir de bandeira para todo e qualquer político que subisse num palanque desde então, seja qual for sua cor política, nenhum deles cumpriu suas promessas eleitorais de fazer da educação um dos pilares da governança brasileira.

Não é por acaso que a nossa profissão caiu no descrédito, e que somos desrespeitados todos os dias por governantes, mídias, sociedade, alunos e pais de alunos. Que somos agredidos psicologicamente, moralmente, profissionalmente e até fisicamente por aqueles que deveriam ser nossos parceiros na difícil tarefa de educar as novas gerações. É isso o que acontece cotidianamente, e em momentos como esses, em que os professores chegam ao seu limite e decidem pela greve, vemos estes agentes, muitas vezes, vir á público para culpar, detratar e até execrar publicamente a postura dos professores. Isso porque, segundo eles, no final, os alunos são os únicos prejudicados. Onde estavam esses profundos, atuantes e vorazes defensores da educação quando: os alunos não têm aulas, porque não há professores (por insuficiência no número de professores nas redes estadual e municipal, por falta de professores concursados em determinadas áreas ou localidades, por licença médicas, e tantas outras situações? E QUE FIQUE BEM CLARO: NESSES CASOS, AS AULAS NÃO SÃO REPOSTAS!). E o governo, na sua morosidade, leva meses para sanar esse problema! Quando escolas, até a presente data, ainda não começaram as aulas devido à não realização de reformas indispensáveis a seu início(reformas essas que deveriam ter sido feitas durante o recesso letivo); ou quando os governantes não repassam as verbas para as escolas, por conta, segundo eles, da burocracia, e elas precisam fazer milagres para manterem-se abertas e funcionando (ESSE É O CASO DA BAHIA NO MOMENTO); ou quando falta a merenda; ou quando professores e alunos precisam trabalhar e estudar, respectivamente, em salas mal iluminadas, sem ventilação, extremamente quentes (no calor nordestino, baiano que conhecemos), e, no período das chuvas, goteiras por todos os lados...Essa lista poderia se estender de forma quase que interminável, mas, nada disso prejudica o aluno! O governo, com seu descaso; a mídia, com seus produtos “de alta qualidade”; a sociedade, com seu consumismo; alguns pais, com sua falta de tempo; NADA DISSO PRENJUDICA O ALUNO! A ÚNICA COISA QUE O FAZ, É GREVE DE PROFESSOR.

Reconquistar nossa auto-estima, auto-respeito, amor-próprio: é o que o professor precisa de forma urgente! Só nós podemos fazer isso por nós mesmos. PRECISAMOS NOS SENTIR, ANTES DE TUDO, DIGNOS DE RESPEITO, PARA SERMOS RESPEITADOS. Precisamos assumir nossas extensas responsabilidades e exigirmos, de igual forma, nossos direitos (até mesmo para termos condições de falar de cidadania para nossos alunos).

Esse texto é, acima de tudo, um convite ao professor para essa reconquista.

Só quando andarmos nas ruas de novo, orgulhosos de nossa profissão, de cabeça erguida, como fazem os médicos, advogados, engenheiros, dentistas... Não teremos mais vergonha, nem medo de fazer greve, de lutar por nossos direitos. E, pela dignidade e auto-respeito que exalaremos NÃO, HAVERÁ NINGUÉM (MÍDIA OU GOVERNANTES) QUE TENHA CORAGEM DE NOS DETRATAR PUBLICAMENTE E DE SENTIREM QUE FAZEM MAIS PELA EDUCAÇÃO DESSE PAÍS DO QUE NÓS, QUE ESTAMOS NAS SALAS DE AULAS DURANTE 200 DIAS, TODOS OS ANOS.
(Elisângela Sales Encarnação - Professora da educação básica da rede estadual de ensino publico do estado da Bahia. Graduada, especialista e mestre em História.)

18 de abr de 2012

Stonehenge


Stonehenge é um monumento de pedras da época da Idade do Bronze, localizado no sul da Inglaterra. É conhecido também como o círculo de pedras britânico. Se você ficou curioso em conhecer um pouco sobre este monumento, clique aqui.
A minha intenção com este post é falar sobre o livro que tem o mesmo nome deste monumento: Stonehenge, do escritor inglês Bernard Cornwell. 


É um romance de ficção, histórico que acontece em Ratharryn, uma vila que tinha como líder Hengal, pai de Lengar (o filho mais velho, ambicioso e que queria tornar-se chefe desta comunidade), Camaban (o filho do meio, aleijado, que quer usar o ouro para tornar-se um feiticeiro temido) e Saban (o filho mais novo que, influenciado por Camaban, construiu um enorme templo, para trazer de volta os favores dos deuses).
Trata-se de uma emocionante disputa entre os três irmãos pelo poder da sua tribo. Uma narrativa segura, fascinante, realista, empolgante, onde as cenas são retratadas com bastante detalhes, resgatando os períodos históricos do passado, sem esconder a brutalidade do período.
Vale a pena ler!!!

17 de abr de 2012

Água para Elefentes

Não li o livro.
Assisti ao filme duas vezes e me apaixonei. Me envolvi completamente pela história de Jacob, um drama, nos anos 30.


Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski (Hal Holbrook) vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
Aos 23 anos, Jacob (Robert Pattinson) era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro (seus pais deixaram várias dívidas e inclusive sua casa e a clínica veterinária de seu pai serão usados como pagamento) e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
Admitido para cuidar dos animais, Jacob terá um certo prestídio por ter estudado numa faculdade famosa. Porém, ele sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August (Christoph Waltz), o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais. August  é um homem carismático, mas extremamente perigoso quando suas duas paixões estavam em jogo. Muitas vezes ele parece ter dupla personalidade. É um personagem forte e de temperamento bastante explosivo.
É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena (Reese Whiterspoon), a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que torna-se a salvação do circo.

Um filme emocionante e marcante.

 

Um descortinar colorido

Muitas pessoas reclamam da vida, que está tudo tão difícil, que tudo dá errado.
Tudo bem, tem horas que as coisas não acontecem da maneira que esperávamos.
Poxa, o que é melhor que a vida em si? 
Viver intensamente todos os momentos, sem se preocupar com detalhes ínfimos, que não nos acrescentam em nada.
Olha só como eu descortino a minha vida...


Os diversos sabores, aromas, visuais.
Está tudo aí para ser apreciado e vivido.
Sem amarras.
Completamente desprovido de um véu, mesmo que imaginário.
 

Por inteira

Segundo o dicionário Michaellis, Separar significa:

1 Apartar(-se), desligar(-se), desunir(-se)...


Separar é difícil, é algo que dilacera, que despedaça algo que foi unido em função de sonhos, desejos em comum. As dificuldades se apresentam de uma maneira que você pensa que não conseguirá vencê-las, a sensação de desgaste parece eterna. O desencantamento é evidente. O medo de um novo "fracasso" ronda a mente. As coisas deixam de fazer sentido. O vazio toma conta.


É um período de reclusão, de olhar para dentro de si e tentar entender onde e quando aconteceram os erros, os desgostos, as atitudes e palavras que levaram a este extremo. É conversar com si mesma e perceber que a vida nos oferece diversas oportunidades para ser feliz. É a busca pelo equilíbrio e pelas certezas que sempre tivemos em relação a nós mesmas, pois estas encontravam-se adormecidas.


O momento é de olhar pra você e mostrar para o mundo a pessoa maravilhosa que você é. É olhar com carinho os seus gestos, a entonação das suas palavras, é se permitir fazer carinho e dizer "Eu Me Amo!"


"A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança." (Augusto dos Anjos)

É o (re)começo, o início de uma nova vida, repleta de Esperança, confiança, serenidade, alegrias, novos desejos e sonhos renovados. O caminho pode ser longo, mas a vida se renova a cada dia. Motivação e disposição são as palavras de ordem. Encare-as, acredite em você, se dê uma chance e seja feliz!

"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." (Miguel Torga)




Este post está participando da Blogagem Coletiva "Amor aos Pedaços", do blog da Luma.




15 de abr de 2012

Aposentadoria

Hoje estava aqui, de cara pra cima, comecei a pensar em coisas que não têm nada a ver pensar agora. 
Pensei em quando me aposentar. E isso ocorrerá, mais ou menos, daqui a 5.475 dias (uns 15 anos).
O que farei?
Vou à praia?
Vou ao cinema?
Darei a volta ao mundo?
Vou conhecer Paris? Disney? Londres?
Sei que vou curtir muitas coisas que não me são permitidas neste momento.


Muito mais do que viver

Minha vida caminha a passos lentos. Assim vou seguindo, sem pressa e na certeza que tudo vai dar certo, que tudo tem sua hora e lugar. Apesar da intensidade dos momentos, a tranquilidade me acompanha, me aconselha, é minha amiga.
Os pensamentos flutuam de forma organizada, sem pirações confusões, as ideias surgem a partir de situações reais - as virtuais? deixo-as aqui mesmo - o meu mundo está quase em ordem. 
Quase?
É.
Sempre falta alguma coisinha. Coisinha que me deixaria numa felicidade completa, que me faria rodopiar, respirar fundo por falta de fôlego, deitar na grama e contemplar as estrelas. 


O MEU céu está lá, sei que está à minha espera. E, na oportunidade certa, me alcançará. Tocar o céu, refletir suas luzes, transcender o espaço que há entre nós. 
Somente o céu e eu. 
Somente nós dois.




Este post está participando da Blogagem Coletiva "Amor aos Pedaços", do blog da Luma.




14 de abr de 2012

É claro que existe...

E depois dizem que a perfeição não existe...

Olha ela aqui...



MAV

Nos degraus da minha vida

"Não contara os degraus vencidos - a paisagem abaixo era deslumbrante. A trilha chegou a um trecho em ziguezague, e uma enorme borboleta rosa e escarlate flanou delicadamente por ali. O bibliotecário ergueu seu cajado e a borboleta pousou nele. Para mim, foi um convite para sentar-me também." (Uma Escada para o Conhecimento, Ariel Glucklich)


E eu sentei no último degrau. Não apenas olhei a paisagem, como admirei-a. Fechei meus olhos. Senti o perfume das flores. Pecebi os animais que por mim passavam. A brisa suave me envolveu num abraço delicado. Fiquei paralisada com tamanha exuberância de um lugar que eu sequer imaginei que existia. Minha fragilidade foi removida lentamente através de sussurros que partiam do meu coração.
Me renovei, me inventei, me refiz.
A harmonia reina neste ambiente tão ímpar! Os seus mistérios são envoltos por uma fina película que pode ser dispensada a partir dos sentimentos integrados. E eu mergulho em pensamentos infinitos, dilacerando tudo que há de incômodo em mim. Este momento torna-se eterno em minhas lembranças. Assim, posso me refugiar aqui e compartilhar comigo sensações de tranquilidade, prazer, alegria e tudo mais que me faz feliz.

Merecida homenagem

"As maravilhas da vida cotidiana são tão emocionantes. Nenhum diretor de filmes pode organizar o inesperado que você encontra na rua". (Robert Doisneau

Esta frase é de um maravilhoso fotógrafo popular francês. Ele era apaixonado por fotos tiradas nas ruas, registrava a vida social dos moradores de Paris e seus arredores. E eu adoro as suas fotos, adoro fotos em preto e branco. Foi também um dos pioneiros do fotojornalismo. Ele era modesto, suas fotos mostram uma mistura social nas ruas e cafés parisienses, algumas até com um tom irônico. Fotos da época da II Guerra Mundial foram transformadas em calendários e postais, tornanando-se ícones na vida francesa.
E para homenagear o centenário de aniversário, nosso querido Google colocou algumas fotos deste artista na sua página principal de pesquisa.


12 de abr de 2012

Minha Ira


Hoje acordei ouvindo aquelas músicas top, pop rock nacional dos anos 80... 
Nossa... 
Biquini Cavadão, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, uma galera perfeita. 
Mas quem está me envolvendo neste momento, me remetendo a um passado muito feliz, com maravilhosas recordações é a Banda Ira.
...
☺ 15 Anos
☺ Casa de Papel
☺ Dias de Luta
☺ Eu Quero Sempre Mais
☺ Gritos na Multidão
☺ Alegria de Viver
☺ Bebendo Vinho
☺ Flores em Você
☺ O Girassol
☺ Pobre Paulista
☺ Tanto Quanto Eu
☺ Tarde Vazia
☺ Vitrine Viva
☺ Pra Ficar Comigo
...
E esta é apenas uma pequeníssima parte das músicas da banda. Se tiver curiosidade em conhecer outras músicas, clique aqui.

As músicas que mais me marcaram, coloquei em vídeo após este texto. As letras, a batida, a guitarra, o violino, o violão, a percussão... Cada instrumento tem sua forma ímpar de me invadir e extrair o que de mais belo deixaram marcados em minha'lma. 






* Queria colocar todos os vídeos que amo, mas a postagem ficaria imensa, e hoje temos a facilidade de vê-los no youtube. Recomendo o Acústico MTV, que é perfeito (e eu tenho, é claro).

10 de abr de 2012

Como consequência dos (? ... " ")


Estou aqui para dar minha cara a tapa, para errar e aprender, para evoluir. Faço tudo isso de peito aberto, mostrando quem eu sou e porque sou assim. A transparência impera na minha vida. Seja você quem for, leitor(a), já me conhece muito bem, só de ler as minhas publicações.
Não tenho receio de me mostrar. 
Tenho receio de me esconder. 
Não quero que me achem. 
Estou sempre à mostra. 
Sou clara, direta, objetiva, não gosto de rodeios. 
Sou pequena (baixinha) e, ao mesmo tempo, enorme.


Tenho limitações, sou imperfeita, mas procuro melhorar. 
Aceito críticas (construtivas, é claro), saõ elas que me fazem crescer. Reflito sobre o que dizem sobre mim e abduzo o que é de melhor, e o que precisa ser "mudado" eu repagino.

E você? O que tem pra falar sobre mim?
(Pode escrever nos comentários ou enviar email)

Hoje os ( ? ... " " ) são meus


Acho que, ultimamente, tenho pensado muito. E estes pensamentos estão pesando demais em mim, sobre meus ombros. Poderia, simplesmente, deixar as coisas acontecerem sem maiores questionamentos e entendimentos. Mas minha cabeça não funciona desta maneira, quero sempre entender o motivo de determinadas falas e atitudes. Quero entender as mudanças das pessoas - elas mudam?, ou são apenas máscaras que caíram para uns e outros e não para mim? - que eu acabo percebendo de alguma forma.
Me acham distante, distraída, mas não sou. Esta é uma forma que encontrei para observar a tudo e a todos. Os pequenos detalhes, gestos, olhares, as mínimas palavras me encantam. É estranho este tipo de encantamento? Pode ser. Mas é a partir dele que eu me lanço em mundos exclusivos, cobertos por uma camada, às vezes fina, às vezes grossa, de sentimentos de defesa contra si, contra o que se é para mostrar, mas não se tem coragem.
É exatamente isto que eu procuro nas pessoas: o seu ser mais íntimo a partir da descoberta desta camada, a revelação das verdadeiras pessoas que se escondem por diversos motivos: por serem fúteis, preguiçosas, descaradamente sem caráter, falsas. E as falsas são as que mais me incomodam por eu saber como realmente são e comparar com aquilo que me é mostrado. É altamente decepcionante você perceber, ter a certeza desta camada em pessoas que são próximas, que fazem parte do seu cotidiano, e não entender o porquê delas agirem assim. Este é o meu desencanto.
O que eu faço diante desta situação? Que atitude eu terei? Ainda não sei. Faço apenas como Kid Abelha sugere nesta música...


9 de abr de 2012

Como eu gosto

Por motivos particulares, pessoais, e tal, tive que tirar o home theater da sala e colocar no meu quarto. 


E, como se já não bastasse, tenho um home theater no pc também. Não tirei a foto da mesa do pc porque está uma bagunça, então busquei no nosso queridíssimo Google a imagem do meu home pc.
Tudo agora está na sua perfeita ordem, na sua mais perfeita harmonia. Tudo como tem que ser. 

6 de abr de 2012

Alento


Se em determinadas situações você não sabe o que dizer, não diga nada.
Mas faça companhia, fique ao lado da pessoa, dê um abraço aconchegante, olhe nos olhos (eles revelam muitas coisas), seja carinhoso e paciente.
Não a deixe só.
Ela precisa de você. Mesmo sem dizer isso claramente, ela precisa.
Eu preciso de você.

4 de abr de 2012

Páscoa

É ser capaz de mudar. 
É partilhar a vida na esperança. 
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento. 
É ajudar mais gente a ser gente. 
É viver em constante libertação. 
É crer na vida que vence a morte. 
É dizer sim ao amor e à vida. 
É investir na fraternidade. 
É lutar por um mundo melhor. 
É vivenciar a solidariedade. 
É renascimento. 
É recomeçar. 
É uma nova chance para melhorarmos as coisas que não gostamos em nós, para sermos mais felizes, por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho. 
É vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem.

Desejo a todos as amigas e amigos uma Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!

Beijinhos com sabor de chocolate!!!